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Atletas Brasileiros S.A

Modelos na Europa

Abertura de capital de clubes de futebol na Europa

 

A partir de 1983, o (1) Tottenham Hotspur da Inglaterra abriu o capital na bolsa de Londres e inaugurou uma tendência que foi se consolidando ao longo do tempo e virou uma tendência em vários países europeus.

A maioria destas aberturas de capitais ocorreu no final da década de 1990, em tempos de euforia financeira na Europa. O pico no número de clubes de capital aberto foi entre 1999 e 2003, logo em seguida a uma forte onda de listagem que ocorreu principalmente na Inglaterra.

Nesta oportunidade, tornaram-se de capital aberto os seguintes clubes: (2) Arsenal England, (3) Aston Villa, (4) Birmingham City, (5) Bolton Wanderers, (6) Bradford City, (7) Charlton Athletic, (8) Chelsea Village, (9) Leeds United, (10) Leicester City, (11) Manchester City, (12) Manchester United, (13) Millwall, (14) Newcastle United, (15) Nottingham Forrest, (16) Preston North End, (17) Queen Parks Rangers, (18) Sheffield United, (19) Southampton, (20) Sunderland, (21) Swansea City, (22) Watford e o (23) West Bromwich. Na Escócia, seguiram-se os clubes (24) Aberdeen Scotland, (25) Glasgow Celtics, (26) Glasgow Rangers e o (27) Hearts of Midlothian.

Na Dinamarca, abriram seu capital o (28) Aalborg Boldspilklub, (29) AGF Kontraktfodbold, (30) Akademisk Boldklub, (31) FC Kopenhagen, (32) Brondby e (33) Silkeborg. Na Turquia o (34) Trabzonspor e os três principais clubes do país: (35) Besiktas, (36) Fenerbahce Turkey e o (37) Galatasaray Turkey.

Em Portugal transformaram- se em companhias abertas dois dos principais times da liga portuguesa, o (38) FC Porto, (39) Sporting e (40) Sporting Lisboa.

Na Itália a (41) Juventus, o (42) Lazio Roma e o (43) AS Roma seguiram este caminho.

Na França o (44) Olympique Lyonnais e o (45) FC Istres.

Na Suécia o (46) AIK Football, na Holanda o (47) Ajax, na Alemanha o (48) Borussia Dortmund e na Suíça o (49) Grasshoppers Zurich.

O melhor índice conhecido para os clubes de futebol de capital aberto é o STOXX Europe Football Index, que abrange 23 clubes de futebol. Ele abrange todos os clubes de futebol que estão listados em bolsa de valores na Europa ou na Europa Oriental, Turquia ou na região da União Europeia alargada. O índice representa com precisão a amplitude e a profundidade da indústria futebol europeu.

 

Modelo a ser seguido

 

O Manchester United transformou-se em um bom referencial por muitas razões, já que o clube liderou a indústria nos últimos anos, foi o líder em renda de forma contínua e teve lucro praticamente todo ano.

Uma pista bastante significativa de seu sucesso vem da observação atenta de como evoluiu sua renda. É muito elucidativo observar como, na temporada de 1992-1993, o Manchester United e o Tottenham Hotspur, clube histórico da capital inglesa, tiveram rendas idênticas.

Dez anos depois, em 2003, o Manchester tinha 2,5 vezes a renda do Tottenham. Os gestores do MANU, concorrendo com o Tottenham, de um ponto de partida muito similar, conseguiram resultados financeiros espetacularmente superiores. Estes resultados, é claro, se traduziram em sucessos esportivos contínuos do Manchester, sendo que o antigo oponente não teve condições de diminuir a distância conseguida naqueles anos.

A comparação também serve para outros grandes times. Na temporada de 1995- 1996, a renda do Barcelona F.C (€ 58 milhões) e do Manchester (€ 62 milhões) era parecida, porém, sete anos depois, o Manchester dobrou a relação (251 contra 123 milhões de euros, respectivamente).

O Manchester, da mesma forma em relação ao Tottenham, tinha dobrado a diferença de renda em comparação ao Barcelona em apenas sete anos. A resposta desta diferença de desempenho está na leitura da relação íntima que existe entre potencial econômico e potencial esportivo e na exploração de fontes de renda que, como o marketing ou o estádio, o Manchester desenvolveu antes de todos.

Em 2012, o Barcelona com 483 milhões de euros conseguiu superar o Manchester United com seus € 395,9 milhões de receitas, mas o Tottenham Hotspur com € 178 milhões anuais mesmo estando no 134° lugar entre os clubes mais ricos do mundo, nunca mais conseguiu se recuperar no pelotão de elite financeira da liga inglesa, perdendo hoje para o Chelsea (€ 322,6 milhões), o Arsenal (€ 290,3 milhões), o Manchester City (€ 285,6 milhões) e o Liverpool (€ 233,2 milhões).

Fundado em 1878, o Manchester United abriu o capital em 1991 em Londres. Na época o clube atravessava uma situação difícil. Sem dinheiro para reformar o estádio Old Trafford como exigia o Relatório Taylor - legislação que obrigou uma mudança nas condições de segurança dos estádios ingleses - o Manchester United resolveu lançar ações com a tese de quitar dívidas e reorganizar-se financeiramente.

Com a abertura de seu capital, o clube almejava captar um montante de cerca de US$ 16,5 milhões (equivalente a US$ 27,8 milhões hoje).

A abertura do capital ocorreu na Bolsa Londrina e permitiu o clube se capitalizar, não da forma esperada uma vez que houve baixa procura pelas ações e metade não foi vendida.

Com a listagem do clube como companhia aberta o clube tornou-se suscetível a ofertas agressivas pelo controle. Em 1998, Rupert Murdoch ofereceu 625 milhões de libras esterlinas, no entanto a oferta foi bloqueada pelo órgão regulador do país e a transação cancelada.

Em 2004 surgiu o interesse de Malcolm Glazer em adquirir o clube. Em maio de 2005, ele comprou uma fatia de 28,7% que pertencia a irlandeses e passou a ser dono de mais de 70% das ações.

O clube teve o controle tomado em 2005 por Malcom Glazer quando passou a deter 98% das ações da Companhia. Após adquirir o controle, o magnata decidiu tirar a Companhia da London Stock Exchange.

 Dentro do campo, entre muitas temporadas de Premier League, conseguiu duas vezes o UEFA Champions League, e em 2008, o Mundial de Clubes FIFA.

Com as vitórias em campo o retorno financeiro se manteve nas alturas: o clube está há oito anos consecutivos no topo dos clubes mais ricos no ranking publicado pela Forbes e realizado pela Deloitte Sports Business Group.

Os “red devils” agora têm sua própria emissora de TV e uma estrutura impressionante. O Old Trafford é um dos estádios mais rentáveis da Europa. O time também administra seu próprio banco, através da MU Finance PLC. Oferece seguros, fundos de investimento, cartão de crédito, financiamentos, além das vantagens que o “dinheiro não pode comprar”, ou seja: possibilidade de visita aos vestiários, encontros com jogadores e outras atividades que, de fato, possui valor inestimável para torcedores de futebol.

Em 2012, o clube decidiu abrir novamente o capital. Mas dessa vez a capitalização foi na Bolsa de Nova Iorque.

Com a oferta, o clube vendeu 16,7 milhões de ações a US$ 14,00 cada, levantando um montante de US$ 233,8 milhões.

O fundo de investimentos do bilionário Georges Soros, o Soros Fund Management LLC, adquiriu 7,85% das ações classe A do clube, o que acabou gerando uma revalorização.

Quando bateu em US$ 18,00 a ação, o MANU tornou-se a agremiação esportiva mais valiosa do mundo, com valor de mercado de US$ 3,3 bilhões. 


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